A França, atual vice-campeã mundial e sempre favorita, abalou as estruturas do futebol europeu nesta quinta-feira. O técnico Didier Deschamps anunciou os 26 nomes que buscarão o tricampeonato em 2026, mas o que mais chamou a atenção não foi quem entrou, e sim quem ficou assistindo de casa.
Em uma renovação geracional agressiva, a “Era Griezmann” chegou oficialmente ao fim, e o herói (ou vilão) de 2022, Kolo Muani, também perdeu seu lugar na delegação.
Deschamps deixou claro que o “peso da camisa” não foi o único critério. Com a ausência de nomes históricos e a exclusão por opção técnica de Eduardo Camavinga, a França sinaliza que a prioridade agora é o momento físico e a velocidade de seus novos talentos.
Antoine Griezmann: O fim de uma era. Mesmo após uma temporada sólida no Atlético de Madrid, o “Pequeno Príncipe” não faz parte dos planos de Deschamps para este ciclo.
Kolo Muani: O atacante que parou na defesa histórica de “Dibu” Martínez na final do Catar não terá sua chance de redenção. Ele perdeu a vaga para a excelente fase de Jean-Philippe Mateta.
Eduardo Camavinga: A maior surpresa técnica. O volante do Real Madrid ficou de fora, com Deschamps optando pela solidez de Manu Koné e o vigor de Zaïre-Emery.
Hugo Ekitiké: O atacante do Liverpool era nome certo, mas uma ruptura no tendão de Aquiles o tirou do Mundial de forma cruel.
📋 A Lista dos 26 Convocados
Posição
Jogadores
Goleiros
Mike Maignan (Milan), Brice Samba (Rennes), Robin Risser (Lens)
Laterais
Lucas Digne (Aston Villa), Malo Gusto (Chelsea), Jules Koundé (Barcelona), Théo Hernandez (Al Hilal)
Zagueiros
Ibrahima Konaté (Liverpool), Lucas Hernandez (PSG), William Saliba (Arsenal), Dayot Upamecano (Bayern), Maxence Lacroix (Crystal Palace)
A Conexão Crystal Palace: O excelente desempenho do clube inglês na Premier League rendeu convocações para o zagueiro Maxence Lacroix e o centroavante Mateta.
Rayan Cherki no City: O jovem meia, agora sob o comando de Guardiola, é a grande aposta criativa para suprir a falta de Griezmann.
O Retorno de Kanté: Mesmo atuando na Turquia, o “pulmão” francês convenceu Deschamps de que ainda tem fôlego para mais uma Copa do Mundo.
Análise Editorial: Deschamps decidiu “cortar a própria carne” para evitar o marasmo tático. A França de 2026 será um time de transição explosiva. Sem o cadenciador Griezmann, a responsabilidade de criação cai sobre os ombros de Olise e Cherki, enquanto Mbappé assume de vez o papel de capitão e solista absoluto. É uma aposta de alto risco, mas com um teto de talento que poucas seleções no mundo podem igualar.
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